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A mandioca é chave para a Segurança Alimentar em Moçambique
Uma Estratégia para explorar o potencial da mandioca de modo a estimular o crescimento e melhorar os padrões de vida.
A mandioca tem um papel fundamental na segurança alimentar em Moçambique. Reconhecendo que o potencial da mandioca para estimular o crescimento económico e melhorar o modo de vida dos camponeses pobres continua muito inexplorado, o governo com o suporte técnico da EC-FAO Food Security Information for Action Programme, publicou a
Estratégia para o Desenvolvimento do Sub - sector da Mandioca.
Antecedentes
A mandioca e o milho são a base da dieta da maioria dos Moçambicanos. De facto, a mandioca é a principal fonte de
"o estudo mostra que investindo na mandioca irá beneficiar os camponeses mais pobres" |
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calorias e de comida a baixo custo. Mesmo as folhas da mandioca são consumidas e são uma boa fonte de proteínas e minerais.
A mandioca é principalmente produzida pelos pequenos camponeses em áreas marginais onde ela é vital para a segurança alimentar devido à impossibilidade de nessas áreas se produzirem outras culturas.
Cerca de
12 milhões de pessoas em Moçambique estão envolvidas na produção, processamento e comercialização da mandioca. O estudo mostra claramente que o investimento nesta cultura vai beneficiar os camponeses mais pobres, uma vez que oferece oportunidades de rendimento e emprego.
O estudo mostra um potencial de aumento de mercado
A análise de mercado mostrou que há:
- um mercado doméstico em crescimento orientado para a segurança alimentar, esperando-se que esta tendência se mantenha por muito tempo;
- o crescimento ainda frágil, de um mercado comercial doméstico; mas
- virtual no mercado internacional.
O crescimento de investidores privados tem também mostrado o interesse na produção e processamento da mandioca em Moçambique.
Elementos chave na Estratégia
A estratégia de desenvolvimento da mandioca recomenda a construção de um mercado interno que eventualmente penetre no mercado internacional.
Estratégia a curto prazo
Aumentar a
qualidade dos produtos tradicionais através da promoção de melhores práticas agrícolas e de processamento para o rale e farinha, os dois mais importantes produtos processados da mandioca.
Estratégia a curto-médio prazo
Expandir o tipo de produtos da mandioca começando com os produtos que já têm oportunidade no mercado doméstico. Aqui se incluem os produtos para o pão, pastelaria e ainda para o sector de rações.
Estratégia a médio –longo prazo
Desenvolver as indústrias afins – especialmente as de produção de
amido e de
etanol que têm um grande potencial para crescer num mercado mundial em expansão.
Quem foi envolvido
O estudo foi levado a cabo por uma empresa de consultoria local e a monitoria foi efectuada pelo Grupo de Trabalho da Mandioca composta por técnicos do:
- Ministério da Industria e Comercio (DNC/MIC);
- Direcção de Economia e Analise (DEA) Ministério da Agricultura;
- Centro e Promoção da Agricultura (CEPAGRI);
- Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM);
- Instituto Internacional de Agricultura Tropical/ Rede de Investigação Sul-africana de culturas enraizadas (IITA/SARRNET);
- Universidade Eduardo Mondlane (UEM); e
-
Programa de Apoio aos Mercados Agrícolas (PAMA) financiado pelo IFAD no Ministério do Plano e Desenvolvimento, que apoiou a análise da cadeia de valor e o desenvolvimento da estratégia para o subsector da mandioca.
O grupo de Trabalho da Mandioca recebeu também apoio de outro projecto FAO financiado pela Comissão Europeia (EC) “ Assistência à Gestão de Mercados” baseado no Ministério da Indústria e Comércio. O estudo tem também uma ligação com o trabalho da FAO´s Global Information and Early Warning System (GIEWS) de modo a fazer com que
informação melhorada sobre mandioca seja incluída nas folhas de cálculo do balanço alimentar.